Nos últimos meses, vídeos nas redes sociais mostrando pessoas “mudando a cor dos olhos” viralizaram. O assunto desperta curiosidade e, muitas vezes, a vontade de fazer o mesmo. Mas será que essa tendência é realmente segura?
Antes de qualquer decisão que envolva a sua visão, é fundamental entender os riscos e ouvir a opinião de especialistas.
O que é a cirurgia para trocar a cor dos olhos?
Existem duas técnicas conhecidas:
1 – Implante de íris artificial: um dispositivo de silicone colorido é inserido dentro do olho, cobrindo a íris natural.
2 – Despigemtação a laser: um procedimento experimental que promete remover a melanina da íris para deixar os olhos mais claros.
Embora chamem atenção, essas técnicas não são aprovadas para uso estético no Brasil. Elas só podem ser realizadas, em situações muito específicas, para tratar doenças como ausência congênita de íris ou traumas oculares graves.
Os riscos da cirurgia para mudar a cor dos olhos
Alterar algo tão delicado quanto a estrutura ocular não é simples, e pode ter consequências sérias e irreversíveis.
Entre os riscos mais comuns estão:
- Glaucoma: aumento da pressão intraocular que pode levar à perda de visão.
- Infecção ocular: causada por complicações durante ou após o procedimento.
- Inflamação crônica: reação do olho ao corpo estranho.
- Edema de córnea: inchaço que compromete a visão.
- Perda parcial ou total da visão: em casos graves, os danos podem ser permanentes.
Alerta importante: a Sociedade Brasileira de Oftalmologia e entidades internacionais como a American Academy of Ophthalmology não recomendam essas cirurgias para fins estéticos.
Trocar a cor dos olhos pode parecer uma ideia moderna, mas é uma prática cheia de riscos e sem respaldo científico para fins estéticos.
A recomendação dos especialistas da Clínica La Vue é clara: preserve sua visão e procure sempre orientação médica antes de qualquer decisão. Sua saúde ocular vem em primeiro lugar.




