Refrativa

As lentes de contato (LC )podem corrigir a maioria dos defeitos da visão, miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia ou vista cansada para perto. As lentes de contato de tecnologias mais recente,  são mais confortáveis e adaptadas à anatomia ocular, oferecem alta transmissibilidade ao oxigênio, e podem ser adaptadas à vária faixas etárias.

Fatores de adaptação

As lentes de contato requerem um exame inicial detalhado e necessitam maior  frequência  de visitas médicas.
Uma causa comum de desconforto é o olho seco provocado pela baixa umidade do ar, ou pelo uso de medicamentos como diuréticos, antidepressivos, antigripais ou devido às mudanças hormonais do indivíduo.

O desconforto pode ter como motivo também a poluição, os cosméticos, a fadiga visual – Ex: passar horas em frente ao computador, ou  privação de sono.

Novos produtos multi-uso destinados a oferecer maior conforto, especialmente ao final do dia,  incorporam componentes que promovem maior hidratação da superfície corneana.

Embora usadas principalmente por quem não deseja usar óculos, existem algumas indicações médicas específicas para o uso de lentes de contato, como nos casos de diferença de grau importante entre os dois olhos ou nas córneas com irregularidades (assimetrias).

O grau das lentes de contato, especialmente das lentes rígidas, é diferente do grau prescrito para os óculos. Isto se deve aos seguintes fatores: proximidade da lente ao olho, variação da curvatura da lente a ser adaptada e  as características do material usado na confecção da lente de contato.

São complicações do uso indevido de lentes de contato: Edema da córnea,
abscesso, úlcera, infecção, neovascularização, deformidades e cicatrizes  na córnea.

A chamada conjuntivite por uso de  lente de contato (conjuntivite papilar) é  freqüente, especialmente com as lentes gelatinosas, e pode ter sua evolução controlada graças ao exame periódico e tratamento específico.

Cuidados e conselhos

A maioria das infecções ocorre devido à limpeza imprópria ou à negligência ao porte das lentes de contato.

Cuidados

Se a adaptação não for adequada, as lentes são passíveis de causar lesões graves na córnea.

As lentes siliconadas e fluo-carbonadas podem estimular a formação de depósitos de proteínas, resultando em desconforto, falta de nitidez ou intolerância às mesmas.

A maioria das infecções ocorre muitas vezes devido à limpeza imprópria e/ou negligência a utilização das mesmas.

Restrições ao Uso

  • Infecções frequentes nos olhos e bordas palpebrais.
  • Alergias severas.
  • Olhos secos graves.
  • Ambiente de trabalho poluído.
  • Incapacidade manual de realizar cuidados de higiene com as lentes.

Conselhos

  • Não adquira lentes de contato sem consulta e acompanhamento médico.
  • Exames complementares como topografia corneana e o teste de função lacrimal são indispensáveis para a adaptação adequada de sua lente de contato.
  • Não use medicamentos com as lentes de contato sem orientação médica.
  • Visite seu médico regularmente para avaliar suas lentes, elas deverão ser trocadas periódicamente.
  • Após cirurgia plástica da região da face, não use as lentes sem antes passar em consulta  pelo oftalmologista.

A adaptação das lentes de contato é condicionado pela idade, tipo de ametropia e atividade do paciente.

Lentes e alergia ocular

Boa parte dos usuários de lentes de contato apresentam sintomas de natureza alérgica, pois o olho é um local de grande importância para reações de hipersensibilidade, inclusive de síntese de imunoglobulinas, responsável por sintomas como o prurido (coçeira) e a vermelhidão, sendo o diagnóstico diferencial entre alergia e disfunção lacrimal muito difícil.

A disfunção lacrimal ou olho seco é responsável por sintomas de desconforto, distúrbio visual e  instabilidade da lágrima  com dano potencial da superfície ocular. É acompanhada por aumento da osmolaridade do filme lacrimal e inflamação da superfície ocular. Como consequência, há sensação de areia, corpo estranho, ardor, queimação, incômodo ao piscar, sensibilidade à luz(fotofobia), visão de halos coloridos e lacrimejamento.

Quando ocorrem fenômenos alérgicos, nota-se a presença de conjuntivite macropapilar com alterações lacrimais importantes, olho vermelho e prurido, muitas vezes sinais de blefarite anterior.

É importante lembrar que também existem as alterações determinadas pelo meio ambiente, como poluição, ar seco, etc.

Antes de adaptar uma lente de contato, recomenda-se primeiro tratar o fenômeno causador do problema, seja a alergia ocular e/ou disfunção lacrimal.

Na presença de evidências de inflamação da superfície ocular, devemos contra-indicar o uso de lentes até que se obtenha o controle do quadro.

Em casos agudos, recomenda-se remover as lentes e fazer o tratamento necessário. Quando são evidenciados depósitos na superfície da lente, impõe-se medida de limpeza rigorosa, com remoção de tais depósitos, e quando a limpeza dos depósitos não for possível, a substituição das lentes. Quando possível, pode-se recorrer também à lentes descartáveis. O uso de colírios vasoconstritores tópicos deve ser evitado.

Quando há disfunção lacrimal, são recomendados materiais que contenham fosforilcolina. Os produtos à base de silicone hidrogel também são indicados nesta fase.

A prescrição de lentes de contato diárias e de troca programada é de grande importância. Os lubrificantes a serem utilizados devem ser sem conservantes.

A visita regular ao  oftalmologista é fundamental para avaliação quanto a possibilidade da manutenção  do uso da lente de contato.

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