Tratamentos

Cirurgias refrativas

Cirurgias refrativas

A cirurgia refrativa consiste em  modificar a espessura da córnea e a sua curvatura anterior, e por consequência, o seu poder óptico.

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Altas miopias

A alta miopia  pode ser definida como uma ametropia superior a -8.00 Dioptrias, com comprimento axial acima de 25 mm.

A miopia é considerada atualmente como combinação de fatores généticos e ambientais.

A correção das altas miopias com laser (LASIK) encontra dificuldades referentes à limitação tanto anatômica como funcional, inerente a cada paciente.

Na prática, as miopias até -10.00 dioptrias podem se beneficiar do tratamento refrativo, com certa segurança, considerando zonas ópticas moderadas para melhor qualidade da visão e maior satisfação do paciente.

Mesmo assim, preferimos evitar grandes ablações de tecido corneano,  e geralmente,  optamos por alternativas mais seguras, como implantação no segmento anterior do olho de lente intra ocular conservando o cristalino claro,utilizando a técnica de implantação fácica quando a correção com óculos ou lentes de contato não é mais satisfatória para o paciente com alta miopia.

Cirurgia Facorefrativa, Implantes Cristalineanos  Multifocais são  outros  tratamentos disponíveis.

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Lasik

Procedimento de cirurgia refrativa para a correção das anomalias de refração através do Laser.

A técnica atual de correção das ametropias esferocilíndricas, chamada Femto-lasik associa o uso do laser Femtosegundos para criação do flap, com a ablação intraestromal ao laser Excimer para o tratamento da ametropia.

Esta é a técnica mais recente que garante ainda maior precisão e segurança na lamelisação do flap graças ao Laser Femtosegundos. O flap é de espessura equivalente a 100 micras e obtido em 15 a  20 seg. O laser Excimer remodela a córnea a seguir com precisão, podendo ser guiado por topografia ou por aberrometria. Um sistema de reconhecimento da íris chamado eye-tracker controla a centralização do tratamento.

A técnica pode ser aplicada para as miopias  de 2  a 8 dioptrias,  astigmatismos e hipermetropias até 5 dioptrias(graus).

A recuperação visual é mais rápida em relação ao PRK.

A nossa conduta terapêutica é de propor em primeira intenção o método e equipamento mais adequado e com a melhor previsibilidade nas indicações de tratamentos refrativos.

A escolha lógica baseia-se sobre os dados do exame de cada paciente bem como sobre a sua expectativa.

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PRK

A Ceratectomia fotorrefratíva PRK é a  modalidade de cirurgia refrativa mas popular  e efetiva para correção das ametropias. A energia do laser permite esculpir a córnea apos remoção do epitélio, remodelando a sua superfície e alterando a sua curvatura no intuito de tratar o erro refrativo.

É a técnica  indicada para correção de graus médios de miopia, hipermetropia e astigmatismo.

O procedimento é seguido da colocação de uma lente de contato por 72 horas ou até a reepitelização completa, e a recuperação total da visão se dá por volta de quatro a seis semanas conforme a cicatrização corneana.

Suas Vantagens:

  • Menor agressão ao globo ocular em relação ao lasik.
  • Possibilidade de tratar córneas com menor espessura.
  • Menor influência na biomecânica da córnea.
  • Menor custo em relação ao LASIK.

Inconvenientes da técnica

  • O pós-operatório é mais desconfortável, com possibilidade de sintomas como fotofobia, ou lacrimejamento.
  • A recuperação visual é mais lenta em comparação ao LASIK, em razão da demora da cicatrizarão epitelial.
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Plásticas

Plásticas

A plástica ocular é o tratamento das doenças dos anexos oculares: Pálpebras, vias lacrimais e órbita.
As opções terapêuticas das doenças em anexos oculares são bem vastas pelo elevado número de  patologias, acometendo diferentes  estruturas.

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Blefaroplastia

O excesso de pele nas pálpebras ou blefarocalaze se manifesta por um feixe horizontal de pele da pálpebra superior ou inferior, onde geralmente a gordura predomina, ocorrendo uma proeminência ou saliência responsável por problemas como pálpebras pesadas, aspecto cansado ou mesmo alteração no campo visual.

A blefaroplastia é a intervenção cirúrgica estética que trata o blefarocalaze.

Tratamento

O objetivo da blefaroplastia é de suprimir ou reduzir as imperfeições palpebrais. O excesso de pele e de gordura é retirado com bisturi ou a Laser CO2, a curva palpebal e o sulco palpebral superior são remodelados, as rugas e as pigmentações anormais da pele podem ser melhoradas. Uma queda de sobrancelha associada deve ser cuidadosamente tratada no mesmo tempo.

Hospitalização

Esta intervenção é geralmente realizada em ambulatorial. A anestesia é local, eventualmente potencializada.

Pós Operatório

Os pós-operatórios são habitualmente simples, marcados por um edema palpebral com recuperação espontânea em 10 dias. O tratamento pós-operatório é constituído por colírios e aplicações de pomada sobre as cicatrizes, associando também a aplicação de compressas frias. Os pontos são retirados em consulta após de 5 a 6 dias da cirurgia. Lacrimejamento, secreção ocular, incômodo da visão, são frequentes nos primeiros dias.

Cicatrizes

As cicatrizes são escondidas no sulco em pálpebra superior, e situadas a 2mm dos cílios na pálpebra inferior, e são invisíveis. As cicatrizes podem permanecer visíveis durante dois meses (rigidez, endurecimento e pequenos cistos.) e durante este período, o paciente deve evitar a exposição solar.

Resultados

Os resultados definitivos são visíveis depois de 6 meses. Eles são satisfatórios sobre o excesso de pele e de gordura. As rugas nos olhos e as anomalias de pigmentação cutânea quando permanecem podem ser tratadas em conjunto com dermatologista.

Complicações Precoces

Hematoma palpebral, ectrópio (ou inversão da pálpebra), esclera show (ou branco do olho anormalmente visível), ou a insuficiência de oclusão palpebral, podem ser observados e são transitórios.

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Vias lacrimais

Afecções das vias Lacrimais

As doenças das vias lacrimais responsáveis pelo lacrimejamento são de dois tipos:

Congênitas: Epífora das crianças geralmente temporária, clara ou mucopurulenta.

Quando o lacrimejamento é permanente com pouca secreção, ele sugere obstáculo nas vias lacrimais horizontais causado por agenesia meática ou canalicular.O lacrimejamento permanente com muita secreção sugere obstrução completa do canal lacrimonasal.

Adquiridas: De causas diversas, posição anômala das pálpebras, patologias de superfície ocular e obstrução do sistema de drenagem das lágrimas.

O lacrimejamento na criança

O exame clínico procura detectar a causa do lacrimejamento para descartar conjuntivite, epibléfaro, ou glaucoma congênito.

O exame do saco lacrimal à procura de obstrução congênita do canal lacrimonasal, geralmente causado por obstáculo a nível da válvula da Hasner na parte nasal do canal. Esta é observada em 50% dos recém nascidos, e na maioria dos casos irá se resolver espontaneamente em algumas semanas.

Em 90 % das estenoses congênitas resolvem-se completamente ao final do primeiro ano de vida.O tratamento conservador inclui observação, massagens do saco lacrimal e colírios antibióticos.

Em função da seriedade do caso, uma sondagem pode ser indicada, e será discutida com os pais.

O lacrimejamento no adulto

Podemos considerar o lacrimejamento por hipersecreção lacrimal, e o lacrimejamento por anomalia da drenagem.

A primeira etapa irá avaliar o tipo de lacrimejamento, e analisar sintomas e sinais clínicos. Após explorar as vias lacrimais, e realizar os testes diagnósticos para localização da estenose, o tratamento adequado será proposto.

A cirurgia dos condutos de drenagem inclui: Punctoplastia, intubação lacrimo nasal, e dacriocistorinostomia nos casos de estenose.

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Afecções das Pálpebras

Excesso de pele e bolsas palpebrais

Em relação com alterações anatômicas e funcionais como o relachamento dos tecidos , geralmente associado a frouxidão dos tendões laterais e herniadas bolsas de gordura em Peri orbitário

Diferentes técnicas de tratamento são disponíveis e são planejadas para cada caso.

Entrópio

Má posição palpebral aonde a margem ciliar se inverte para dentro. O entrópio pode ser espasmódico por inflamação crônica, involutivo por migração do músculo orbicular, congênito por hipertrofia do orbicular pretarsal, ou cicatricial por retração da lamela posterior da pálpebra. O tratamento é cirúrgico.

Ocasionalmente nos entrópios de tipo espasmódico quando a cirurgia  é contra indicada, a injeção intramuscular de toxina botulínica tipo A produz o alivio imediato porem temporário da condição.

Ectrópio

Má posição palpebral  onde a margem ciliar perde contato com o globo ocular, tipicamente em pálpebra inferior com sintomas de olhos seco e  hiperemiado.

O ectrópio ocorre por relaxamento do conjunto tarso-tendinoso na pessoa de idade, ou após paralisia facial.

O ectrópio pode ser cicatricial por retração da lamela anterior da pálpebra após traumatismo, queimadura, dermatose ou cirurgia.

Ele pode ser localizado ou extenso a totalidade da margem palpebral.

O tratamento é cirúrgico, e a técnica escolhida depende da forma clinica e da severidade do ectrópio.

Ptose

Queda da pálpebra superior. Esta pode ser congênita ou adquirida.

Nas ptoses adquiridas, a causa principal é o envelhecimento do tecido palpebral com desinserção do conjunto múscular da pálpebra.

As ptoses neurológicas ocorrem em casos de paralisia do terceiro par craniano, e as ptoses musculares ocorrem nas miopatias ou nas miastenias.

O tratamento é cirúrgico.

Triquiase

Afecção dos cílios aonde os cílios se dirigem erroneamente para a superfície ocular.

Tumores

A variedade de tumores palpebrais é muito importante, da simples verruga seborréica ao carcinoma maligno.

Em caso de dúvida deve ser realizada a biopsia.

Quando a lesão é do tamanho pequeno, a ressecção completa é simples.

As lesões de margem palpebral são retiradas e a sutura realizada bordo a bordo, e as lesões mais extensas nos obrigam a recorrer à reconstrução palpebral complexa através de enxertos ou retalhos.

O exame clínico deve reconhecer as lesões tumorais malignas. O interrogatório procura fatores etiológicos. A inspeção procura sinais suspeitos como ulcerações e telangiectasias, pigmentação ou sangramento, perda de cílios ou induração.

A dificuldade reside para o cirurgião na retirada do tumor em sua totalidade, restaurar tanto a estética como a dinâmica palpebral.

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Catarata

Catarata

A técnica de referência há mais de 20 anos para o tratamento da catarata é a extração cirúrgica por facoemulsificação do cristalino. O procedimento consiste na remoção do cristalino opaco, substituíndo-o por uma lente artificial (implante intra-ocular) que ocorre no “envelope” da lente (chamada cápsula) deixada parcialmente no local durante a cirurgia ( extração extracapsular).

Esta intervenção é atualmente bem conhecida do público leigo,é realizada sob anestesia local ou tópica, dura cerca de dez minutos, é indolor, e possibilita uma recuperação da visão rápida, se as outras estruturas do globo ocular não estiverem comprometidas.

O procedimento geralmente é feito ambulatórialmente , ou com internação em day hospital, conforme o caso.

A intervenção ocorre sob microscópio cirúrgico. Extração por facoemulsificação extracapsular consiste na remoção do conteúdo opacificado do cristalino por uma pequena incisão de 2 a 3 mm.

A lente é fragmentada por ultrassons e, em seguida, aspirada. O implante é então introduzido e posicionado de modo a assegurar uma recuperação da acuidade visual.

As lentes intra-oculares atuais apresentam exelente biocompatibilidade, e apresentam uma longa durabilidade, não necessitando geralmente sua substituição.

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Implantes intra oculares

Qual implante ?

O implante de lente é uma lente óptica substituindo o cristalino natural na cirurgia da catarata. A lente é colocada numa cápsula fina após extração do cristalino. Os implantes de lente intra oculares são hoje perfeitamente biocompatíveis, e a maioria delas pode ser inserida dobrada por incisões inferiores a 3mm.

A escolha da lente ideal para cada paciente depende do tipo de correção óptica desejada em função da atividade do dia – dia, com variação de material, de desenho, propriedades ópticas, podendo ainda ser dotadas de filtro amarelo para proteger a macula da toxicidade presumida dos raios UV e da luz azul.

Na pratica, o resultado visual depende das qualidades ópticas das lentes: Monofocais, asfericas, toricas ou multifocais. A escolha é orientada pelo cirurgião em função das necessidades do paciente.

Implantes monofocais

Corrigem a visão para longe sem óculos.

A opção de mini monovisão , que corrige o olho dominante para longe sem necessidade de óculos, e o olho não dominante para visão intermediaria, tem interesse em pacientes já acostumados com o sistema de monovisão , é geralmente bem tolerado e menos oneroso.

Implantes de lentes tóricas 

Lentes tóricas de tecnologia avançada ou “lentes Premium” corrigem os astigmatismos préexistentes acima de 1.50 Dp permitindo uma independência de correção com óculos para visão de longe no post operatório.

Implantes de lentes multifocais 

Tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do pacientes, diminuindo a dependência do uso de óculos no pós-operatório.

As vantagens destas lentes são, a precisão óptica, integridade da córnea, independência dos óculos à todas as distancias com poucos efeitos colaterais (ofuscamento, redução da sensibilidade ao contraste, halos noturnos…)

A avaliação pré operatória minuciosa é indispensável para confirmar a capacidade visual dos candidatos a estes implantes intra oculares Premium.

O conceito destes implantes é a criação de imagens simultâneas, que o cérebro seleciona de modo automático conforme a necessidade do foco. Assim quando a função visual está alterada no pré operatório, este tipo de lente intra ocular é desaconselhado.

Os implantes de lentes Premium são multifocais ou trifocais.

Alguns inconvenientes menores como a imagem-fantasma ou halos luminosos em situações de forte luminosidade, são neutralizados após algumas semanas, tempo de adaptação cerebral.

Apesar das propriedades inovadoras destes implantes com qualidades ópticas indiscutíveis, eles só podem beneficiar um público ainda reduzido devido ao seu custo elevado.

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Catarata secundaria

A opacificação capsular acontece em mais de 30% dos casos ao longo dos anos posteriores a intervenção da cirurgia da catarata, e é responsável pela perda da melhor acuidade visual. A cápsula se torna opaca e ocasiona baixa de visão, alteração da sensibilidade ao contraste ou ofuscamento. O tratamento é a abertura da cápsula posterior opacificada com laser Nd-yag.

Porque tratar por Laser: Porque os colírios não conseguem agir sobre a catarata secundária, sendo a abertura da cápsula ao laser o método mais adequado de tratamento, para recuperação da visão na ausência de outra patologias associadas.

Hospitalização: o procedimento é ambulatorial.

Anestesia: Anestesia ocular local Tópica.

Procedimento a Laser: Procedimento indolor, necessitando apenas uma aplicação, sendo que dificuldades Peri operatórias são raras.

No pós-operatório, pode ocorrer um certo grau de inflamação ocular como também a sensibilidade à luz, sendo observado também uma elevação momentânea da pressão intra ocular.

Os sintomas são amenizados pela aplicação de colírios e/ou medicamentos alguns dias.

As complicações mais comuns após capsulotomia ao laser são o edema macular cistóide ( de 0.5 a 4.9%), geralmente resolutivo em 3 – 12 semanas, aumento transitório da pressão ocular e descolamento da retina (0,08% – 3,6 %).

A reincidência de opacificação é excepcional.

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Glaucoma

Glaucoma

Assim que o Glaucoma for diagnosticado, o tratamento deve ser instaurado, geralmente de forma contínua. O objetivo aqui é descobrir o valor da pressão ocular ideal para cada pessoa, que permite manter a patologia sob controle, evitando sua evolução.

O único tratamento hoje em dia que comprovou a sua eficácia no controle das perdas das fibras visuais caracterizando a doença é a diminuição da pressão ocular.

Existem várias opções terapêuticas para controlar a pressão intra ocular e impedir a evolução da doença; tratamentos médicos com colírios, tratamento com laser e  cirurgia.

Geralmente iniciamos pelo tratamento médico com colírios que podem reduzir a pressão de 15 a 40%. Os colírios agem reduzindo a produção de humor aquoso ou aumentando seu escoamento. A recomendação inicial é de iniciar o tratamento com uma unica droga. Estudos randomizados demonstraram que a maior redução pressional foi obtida com as prostaglandinas / prostamidas , em seguida os beta bloqueadores não seletivos, os alfa agonistas e por fim pelos inibidores da anidrase carbônica.

Em caso de ineficácia dos colírios, quando o trabéculo ou filtro através do qual se faz a drenagem do liquido intra-ocular ( humor aquoso) se modifica, e se torna mais compacto e menos permeável à passagem do humor aquoso,  o uso do laser pode ser proposto por induzir uma trabeculoretração,  ajudando a reduzir a pressão ocular. O laser não e indicado em todos os tipos de glaucoma e o efeito sobre a pressão ocular é variável.

A cirurgia ou trabeculectomia é indicada nos casos que não respondem aos tratamentos supra-citados, sempre monitorando a resposta ao tratamento de cada forma clínica.

Devemos  sempre realizar o tratamento etiológico de uma causa de glaucoma secundário (Ex;  catarata ou doença de Graves).

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Glaucoma de ângulo aberto

O tratamento médico se inicia pelo uso de colírios de diversas famílias farmacológicas com intuito de reduzir a pressão intraocular. Somente no caso
de ineficácia do tratamento medico máximo associando até três colírios que a cirurgia é proposta.

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Glaucoma de ângulo fechado

Patologia totalmente diferente do glaucoma crônico, caracterizada pela aparição brutal de dor ocular com baixa de visão. No exame ocular, a pressão é elevada podendo atingir 40 mmHg , e um tratamento com laser deve ser proposto com urgência logo após a crise e a normalização pressional. O glaucoma a ângulo fechado e frequentemente decorrente de blocagem da circulação intraocular do humor aquoso , desencadeada geralmente pelo uso de remédios com efeitos colateral de indução de dilatação pupilar. Diversos medicamentos relatam na notícia contra indicação ou precauções de uso em caso de glaucoma, porem somente pessoas com predisposição ao glaucoma a anglo fechado são interessados.

Após a crise de dor ocular, o tratamento com laser é realizado de modo sistemático em ambos os olhos.

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Atualidades em glaucoma

Estudo EAGLE

Nos casos de glaucoma por ângulo fechado, a cirurgia do cristalino poderia se tornar a melhor conduta terapeutica.

Curcumin

Com propriedades anti oxidantes confirmadas, tem a ação sobre as células trabeculares do ângulo irido corneano ( local de filtração do humor aquoso) . O cúrcuma poderia proteger essas células do estresse oxidativo, causa principal do disfuncionamento .( iovs.arvojournals.org )

SAOS ou Síndrome de apneia do sono

Pessoas com apneia obstrutiva do sono teriam maior risco de doença ocular glaucomatosa! SAOS ou Síndrome da apneia do sono é uma doença crônica evolutiva caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas, causando paradas repetitivas e temporárias da respiração enquanto a pessoa dorme. A respiração para porque as vias aéreas colapsam, impedindo que o ar chegue ate os pulmões. A doença acomete cerca de 30 % da população mundial adulta, cuja maior parte não recebe o diagnóstico e mantem-se sem tratamento. Mais comum em homens, idosos e pessoas acima do peso ideal, a apneia do sono pode induzir a hipóxia transitória, aumentando assim o risco de dano cardiovascular e neurológico, e a probabilidade de doenças oculares como neuropatia óptica isquêmica anterior aguda (NOIAA), oclusão da veia central da retine, edema da papila e glaucoma crônico.

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Ceratocone

Ceratocone

Patologia degenerativa caracterizada pelo afinamento progressivo e aumento da curvatura da córnea, resultando em um astigmatismo com baixa da acuidade visual.  A doença ocorre por combinação das suas características genéticas (apesar de nenhum  gene ter sido detectado ainda) e de fatores ambientais. Parece confirmada a ligação entre atopia e ceratocone.

O Ceratocone inicia-se na adolescência, geralmente bilateral, pode evoluir rapidamente ou  levar anos para se desenvolver.

O diagnóstico: Pacientes com Ceratocone têm geralmente modificações nas prescrições dos seus óculos em curtos períodos de tempo, e os óculos já não fornecem uma correção visual satisfatória, se queixam de visão borrada e distorcida, halos em torno das luzes e fotofobia. Porém, a maior parte dos ceratocones são infra-clínicos e somente descobertos na ocasião de exames de rotina.

O exame de biomicroscopia pode detectar sinais da patologia e a confirmação se faz pela análise topográfica da superfície corneana.

Existe uma forma de ceratocone chamada de “forma frustra” inicialmente descrita por Amsler em 1937,  que é uma forma leve que ocorre a qualquer momento da vida. A condição se manifesta com uma zona central ou paracentral de astigmatismo irregular de etiologia desconhecida. O mais surpreendente do ceratocone frustro é a sua falta de progressão, permanecendo estável por toda a vida do paciente.

 

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Anéis Estromais

A implantação de anéis sintéticos na córnea para correção dos erros refrativos é um método de cirurgia refrativa aditiva idealizada por Barraquer. Esses anéis ou Intrastromal Corneal Rings Segments (ICRS) foram desenhados para melhorar os resultados da cirurgia refrativa corneana, reduzindo os efeitos da cicatrização e mantendo a asfericidade corneana. O método tem a vantagem da reversibilidade e da possibilidade de ajustes, porém as indicações são atualmente limitadas nas cirurgias refrativas devido à imprevisibilidade dos resultados.

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Lentes de contato

As lentes de contato tem um papel importante no tratamento do ceratocone.

A adaptação de pacientes portadores de ceratocone com lentes de contato especiais será considerada para obtenção da melhor acuidade visual, quando os óculos já não fornecem mais visão satisfatória, particularmente nos estágios mais avançados.

A adaptação é delicada, porem a vantagem principal em relação aos óculos é a criação de interface (com o film lacrimal ) que neutraliza as irregularidades da córnea e reduz as aberrações ópticas.

Na maioria dos casos, as lentes de contato representam uma solução permanente aos problemas de visão do portador de ceratocone.

As lentes de contato para ceratocone são fabricadas sobre medida, são peças únicas e devem ser regularmente trocadas e adaptadas à medida que a doença evolui.

São variadas hoje as opções de lentes especais para ceratocone, lentes de contato rígidas gás-permeáveis esféricas, asfericas, multicurvas, dupla face K ou Rose K IC dentro outras.

Nos pacientes com córnea sensível e desconforto ao uso de lentes rígidas, o piggyback pode ser proposto, e consiste a adaptar uma lente gelatinosa abaixo da lente de contato rígida.

Lentes de contato híbridas ou compostas, tem um centro rígido e uma periferia gelatinosa, trazendo maior conforto e boa qualidade de visão, contudo sua fabricação é complexa (com problema de reprodutividade, resistência mecânica e manutenção) e sua permeabilidade ao oxigênio insuficiente torna esse tipo de lentes de prescrição limitada.

As lentes esclerais são lentes de contato gás permeáveis de diâmetro grande, cujo apoio se faz acima da conjuntiva e da esclera menos sensíveis que a córnea. E a grande novidade na adaptação do ceratocone, apesar do fato que o conceito não é tão novo, pois essas lentes já foram adaptadas ha vinte anos para correção das miopias altas, e abandonadas porque o material na época era desconfortável, e pelo surgimento de outras modalidades de correção.

Recentemente, o material delas se modificou adquirindo propriedades como a transmissibilidade ao oxigênio, tratamento de superfície e uma geometria revisada,  tornando-as uma opção interessante em pacientes com córneas irregulares.

A diferença essencial alem do material, é o livramento ou vão, espaço entre a face anterior  da córnea e a lente de contato, preenchido com liquido, com função de interface que reduz o estresse mecanico sobre a córnea. A face anterior da lente sendo uma esfera perfeita, cancela as irregularidades e proporciona uma excelente visão.

Os candidatos a essas lentes, são pacientes com córneas irregulares pós traumáticas ou pós cirúrgicas ( transplante de córnea) olho seco severo, ceratocone, distrofias de córnea, degeneração marginal, com pessima acuidade visual de óculos e intolerância a lentes de contato rígidas gás permeáveis corneanas de diametro menor.

Recentemente, os avanços tecnológicos resultaram em mais novidades, as lentes corneo-esclerais ou semi esclerais, menores ( de 12.5 a 15.9 mm) com  geometria complexa, área de contato parcial sobre a córnea, que se adapta ás diversas irregularidades de superfície corneana e garante excelente acuidade visual.

Adaptação: Apos seleção da curva e do diámetro ideal, a lente é colocada no olho. Apos duas horas, deve se avaliar a tolerância,  a posição, o livramento apical e limbico, o alinhamento conjuntival,  o teste de resistência ( Push in test ) e finalmente a sobre refração. Vários testes são geralmente necessários para adaptar a lente ideal.

As lentes de contato ajudam na reabilitação visual em paciente com ceratocone, sendo o método acessível e seguro proporcionando melhora na qualidade de vida.

 

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