Sobre alergia ocular…

A alergia ocular representa um problema de saúde pública. Nos últimos anos, houve um aumento da prevalência de pessoas com atopia, afetando sua qualidade de vida.
As alergias oculares são representadas por um grupo diverso, desde as alergias ligadas a rinite até as formas auto-imunes responsáveis por sintomatologia crônica.

A conjuntivite atópica é a forma mais comum, nela tem aumento da imunoglobulina tipo E, ela aparece quando há aumento da hipersensibilidade aos poluentes do ar.
Além do papel da poluição no aumento das alergias, foi demonstrado que o pólen irradiado está liberando mais histamina com piora dos sintomas alérgicos, e que a taxa de umidade do ar reduz o limiar (de pólen) a partir do qual os sintomas aparecem. Em pessoas com dermatite atópica, onde os antígenos podem penetrar por via transcutanea, os sintomas se manifestam através da sensação de olho seco, blefarite, ceratoconjuntivite vernal, herpes ocular ou até ceratocone (susceptibilidade genética).

A conjuntivite alérgica sazonal acompanha a rinite alérgica na estação de primavera-verão geralmente, os sintomas são de prurido, edema palpebral, quemose e formação de muco.

A ceratoconjuntivite vernal, doença alérgica mais seria porque pode ser responsável por complicações corneanas, aparece com frequência em áreas de clima quente, e costuma afetar mais crianças e adultos jovens com histórico familiar de atopia e comorbidade alérgica pessoal. A incidência sazonal é no principio da estação de outono, podendo persistir ao longo do ano. Os sintomas são de prurido severo, sensação de areia nos olhos, fotofobia e cistos eosinófilos nas pálpebras superiores, secreção lacrimonasal e prurido.

A blefaroconjuntivite de contato é provocada por contato com diversas substancias tóxicas como a resina natural usada em cosméticos, o níquel ou cobalto do rímel, ou por componentes dos próprios colírios, por isso o cuidado com os cosméticos é de grande importância.

A hipersensibilidade alérgica de contato provocada por micro-traumatismos na córnea, principalmente pelo uso das lentes de contato com sintomatologia inflamatória de coceira com produção de muco e incomodo no uso das lentes.

O que há de novo no tratamento

A abordagem terapêutica permanece sensivelmente inalterada, usar óculos de sol quando estiver ao ar livre para minimizar a quantidade de pólen que entra em seus olhos, tentar não esfregar os olhos, o que os irritará e poderá piorar seus sintomas.  As lágrimas artificiais são seguras e podem ser usadas em qualquer idade, alguns colírios, como anti-histamínicos sem agentes conservante e estabilizadores de mastócitos, podem ser usados ​​em crianças a partir dos 3 anos de idade. Qualquer tratamento deve ser discutido com o médico do seu filho.

A imunoterapia funciona melhorando a tolerância de um indivíduo à substância que causa a reação alérgica. Pequenas quantidades do alérgeno são injetadas com doses gradualmente crescentes ao longo do tempo. No entanto, os resultados variam de acordo com as modalidades da imunoterapia e o tipo de alérgeno em questão.

O Tacrolimus em forma de pomada ajuda a controlar as recidivas, além de reduzir o uso de esteroides e dos anti-histamínicos.
Foi observada a grande importância da osmolaridade lacrimal nos fenômenos inflamatórios, isso explica a redução significativa dos sintomas alérgicos no grupo que recebeu lágrimas hipotônicas em comparação com o grupo tratado com lágrimas isotônicas na pesquisa realizada.

Também se confirma a eficácia da Alcaftadina (Lastacaft®) e Olopatadina (Patanol®) em relação ao placebo na prevenção de sintomas alérgicos: prurido ocular e hiperemia conjuntival.

Estudos epidemiológicos mostraram mais uma vez a importância do meio ambiente e o impacto na qualidade de vida das pessoas afetadas por essa patologia comum.

Fonte: American college for allergy asthma and immunology

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